segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

ESTÁ PRONTO O Nº25 DA REVISTA ARGANILIA


O número 25 da Revista ARGANILIA, projecto iniciado em 1992 e que tem recolhido nas suas páginas a história da Beira Serra e dos concelhos que a compõem está concluído.

O presente número é dedicado ao concelho de Tábua, o que acontece pela primeira vez e, sobretudo, a João Brandão - figura incontornável da história local, regional e nacional e que tem mantido acesa a polémica e a paixão, tantos anos após a sua morte.

São 256 páginas com textos de Álvaro Costa, Amílcar Martins, Antonieta Mesquita, António Lopes Machado, António da Fonseca Cortez, David Pinto, Fátima Pais, Filipe Pais, Francisco Correia das Neves, João Alves das Neves, João Brandão, João do Lodeiro, João Macdonald, José Caldeira, José Alberto Pereira, José da Costa Saraiva, Lourdes Martinho, Manuel Fernando Costa, Nuno Mata, Nuno Espinal, Paulo Ramalho, Regina Anacleto, Ricardo Pereira Alves e Silvério Manata.

Segundo o seu vice-director, Nuno Mata, que coordenou todo o projecto e que agora se assume como o responsável pela sua continuação, são nomes de intelectuais, estudiosos ou simples curiosos que aceitaram embarcar nesta aventura dividida em três partes: João Brandão, o mito eterno; Tábua - Património, Arte, Cultura e Associativismo e, ainda, uma Recensão Literária, onde são referidas a digitalização de A Comarca de Arganil e os recentes lançamentos das obras acerca do Convento de Vila Cova de Alva, monografia de Moura da Serra e o álbum de ilustrações de Monsenhor Nunes Pereira. “Faltam muitos assuntos, muitas referências, mas não havia espaço para mais. E muitos dos pedidos de colaboração nem resposta tiveram”, lamenta.

Pode ler-se no editorial que “muito já se escreveu e publicou acerca do beirão João Victor da Silva Brandão. Páginas e páginas de factos ou percepções, de documentos e conversas, de fotografias e ilustrações. Portanto, é perfeitamente questionável a escolha desta figura para tema central deste número da ARGANILIA. Então, porquê este caminho?

Várias ordens de razão assistem a esta opção editorial: a ideia de reunir num único suporte várias vertentes da temática João Brandão - a popular, a erudita, a poética, a epistolar, a gráfica - ainda que sabendo que a maior parte da informação existente continuará dispersa; a esperança que a presente edição possa fazer renascer a necessidade de, uma vez por todas, se determinar com exactidão se Brandão foi facínora ou herói, pois que até aos nossos dias o antagonismo permanece; e o entusiasmo do fundador e Director (agora a título póstumo) da ARGANILIA, Prof. João Alves das Neves, acerca deste personagem e deste assunto.”.
Porém, o vice-director alerta que “o futuro é incerto por motivos vários e a continuidade da revista e do projecto residirão na efectiva colaboração e vontade dos que, ao longo dos anos, inscreveram o seu nome nos milhares de páginas que já constituem os agora 25 números, ou de outros que possam chegar entretanto. Não é, portanto, tarefa para um homem só... Por outro lado, as dificuldades financeiras poderão obstaculizar a edição que se exige anual, uma vez que não existe qualquer conforto financeiro que permita um amanhã risonho e despreocupado a esse nível”.

Argumentando que “Desde o seu aparecimento, Arganilia quis ser rigorosamente cultural, aberta a todos e sem cariz partidário e é por isso que continua”, Nuno Mata concluiu o seu texto de apresentação dizendo que “cumpriu-se uma vez mais a vontade de Veiga Simões e de João Alves das Neves. Preservou-se uma vez mais a Cultura da Beira-Serra.”.

O lançamento da Revista Arganilia acontecerá em Tábua, dia 28 de Dezembro, pelas 21 horas, na Biblioteca Municipal João Brandão.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Mais uma homenagem ao Prof. João Alves das Neves, desta vez em São Paulo


No ultimo dia 17 de Agosto aconteceu o jantar em comemoração aos 92 anos do Clube Português de São Paulo. Na oportunidade o Prof. João Alves das Neves foi homenageado em cerimônia que nomeou a Biblioteca da entidade com o seu nome. O Evento contou com a presença do Cônsul Geral de Portugal em São Paulo, Ilustríssimo Sr. Paulo Lopes Lourenço, sua esposa, familiares de João Alves das Neves, além de outras personalidades luso-brasileiras e foi conduzido pelo presidente da entidade Sr. Rui Mota e Costa.

O Prof. João Alves das Neves foi durante muitos anos foi diretor cultural do Clube Português de São Paulo e faleceu no inicio do ano corrente, em sua terra natal, na Vila de Arganil em Portugal. Além de Jornalista, escritor e professor universitário Alves das Neves era um colecionador de livros e deixou como um de seus legados um grande espólio literário, que foi doado à Biblioteca João Alves das Neves pela sua esposa, filhos e netos. 

O Clube Português foi fundado no dia 14 de Julho de 1920. O objetivo dos fundadores era criar uma entidade que reunisse portugueses, seus descendentes e brasileiros promovendo os encontros das famílias, as festas comemorativas das datas magnas de Portugal e do Brasil, incentivando a ação cultural.

Em Julho de 1929, foi fundada a Biblioteca Portuguesa de São Paulo e continuou a incentivar a criação de Grupos Folclóricos. Que agora leva o nome de João Alves das Neves. 

O Cube Português permaneceu por largos anos na Av. São João, em frente aos correios, tendo migrado para o bairro das Perdizes, onde construiu a sua atual sede - Rua Turiassú, nº 59 - inaugurada em 16 de Fevereiro de 1967. Desde esta data a sede do Clube Português passou por diversas modificações sendo, a última, a modernização da sua fachada.

Atento às inovações e às transformações pelas quais passa a sociedade, foi progressivamente adequando-se à nova realidade sem perder de vista os objetivos dos seus fundadores.

Fotos do evento:

 



 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Exposição de João Alves das Neves

No átrio da Biblioteca Alberto Martins de Carvalho em Coja está patente até 31 de Agosto a exposição “João Alves da Neves – um pessoano amante da cultura portuguesa”.

Composta por 9 cartazes esta exposição permite uma viagem pela vida e obra de João Alves das Neves desde sua terra natal, o Pisão de Coja, até o Brasil onde viveu grande parte de sua vida.

Personagem multifacetada foi escritor, jornalista, professor tendo dividido os seus interesses intelectuais entre a obra de Fernando Pessoa e a Arganilidade. No dia 11 de Agosto, durante a II Feira do Livro de Coja foi apresentado o álbum “Terras da Beira Serra”, uma das ultimas obras organizada pelo autor sobre o Monsenhor Augusto Nunes Pereira em parceria com o amigo Nuno Mata. Mais detalhes sobre a obra no link: http://joaoalvesdasneves.blogspot.com.br/2011/03/terras-da-beira-serra.html

Fonte: Site da Biblioteca de Arganil: http://www.bibliotecas.cm-arganil.pt