sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
ESTÁ PRONTO O Nº25 DA REVISTA ARGANILIA
O número 25 da Revista ARGANILIA,
projecto iniciado em 1992 e que tem recolhido nas suas páginas a história da
Beira Serra e dos concelhos que a compõem está concluído.
O presente número é dedicado ao concelho
de Tábua, o que acontece pela primeira vez e, sobretudo, a João Brandão -
figura incontornável da história local, regional e nacional e que tem mantido
acesa a polémica e a paixão, tantos anos após a sua morte.
São 256 páginas com textos de Álvaro
Costa, Amílcar Martins, Antonieta Mesquita, António Lopes Machado, António da
Fonseca Cortez, David Pinto, Fátima Pais, Filipe Pais, Francisco Correia das
Neves, João Alves das Neves, João Brandão, João do Lodeiro, João Macdonald,
José Caldeira, José Alberto Pereira, José da Costa Saraiva, Lourdes Martinho,
Manuel Fernando Costa, Nuno Mata, Nuno Espinal, Paulo Ramalho, Regina Anacleto,
Ricardo Pereira Alves e Silvério Manata.
Segundo o seu vice-director, Nuno Mata,
que coordenou todo o projecto e que agora se assume como o responsável pela sua
continuação, são nomes de intelectuais, estudiosos ou simples curiosos que
aceitaram embarcar nesta aventura dividida em três partes: João Brandão, o mito eterno; Tábua
- Património, Arte, Cultura e Associativismo e, ainda, uma Recensão Literária, onde são referidas a
digitalização de A Comarca de Arganil e os recentes lançamentos das obras
acerca do Convento de Vila Cova de Alva, monografia de Moura da Serra e o álbum
de ilustrações de Monsenhor Nunes Pereira. “Faltam muitos assuntos, muitas
referências, mas não havia espaço para mais. E muitos dos pedidos de
colaboração nem resposta tiveram”, lamenta.
Pode ler-se no editorial que “muito já
se escreveu e publicou acerca do beirão João Victor da Silva Brandão. Páginas e
páginas de factos ou percepções, de documentos e conversas, de fotografias e
ilustrações. Portanto, é perfeitamente questionável a escolha desta figura para
tema central deste número da ARGANILIA. Então, porquê este caminho?
Várias ordens de razão assistem a esta
opção editorial: a ideia de reunir num único suporte várias vertentes da
temática João Brandão - a popular, a erudita, a poética, a epistolar, a gráfica
- ainda que sabendo que a maior parte da informação existente continuará
dispersa; a esperança que a presente edição possa fazer renascer a necessidade
de, uma vez por todas, se determinar com exactidão se Brandão foi facínora ou
herói, pois que até aos nossos dias o antagonismo permanece; e o entusiasmo do
fundador e Director (agora a título póstumo) da ARGANILIA, Prof. João Alves das
Neves, acerca deste personagem e deste assunto.”.
Porém, o vice-director alerta que “o
futuro é incerto por motivos vários e a continuidade da revista e do projecto
residirão na efectiva colaboração e vontade dos que, ao longo dos anos,
inscreveram o seu nome nos milhares de páginas que já constituem os agora 25
números, ou de outros que possam chegar entretanto. Não é, portanto, tarefa
para um homem só... Por outro lado, as dificuldades financeiras poderão
obstaculizar a edição que se exige anual, uma vez que não existe qualquer
conforto financeiro que permita um amanhã risonho e despreocupado a esse nível”.
Argumentando que “Desde o seu
aparecimento, Arganilia quis ser rigorosamente cultural, aberta a todos e sem
cariz partidário e é por isso que continua”, Nuno Mata concluiu o seu texto de
apresentação dizendo que “cumpriu-se uma vez mais a vontade de Veiga Simões e
de João Alves das Neves. Preservou-se uma vez mais a Cultura da Beira-Serra.”.
O lançamento da Revista Arganilia
acontecerá em Tábua, dia 28 de Dezembro, pelas 21 horas, na Biblioteca
Municipal João Brandão.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Mais uma homenagem ao Prof. João Alves das Neves, desta vez em São Paulo
No ultimo dia 17 de Agosto aconteceu
o jantar em comemoração aos 92 anos do Clube Português de São Paulo. Na
oportunidade o Prof. João Alves das Neves foi homenageado em cerimônia que
nomeou a Biblioteca da entidade com o seu nome. O Evento contou com a presença
do Cônsul Geral de Portugal em São Paulo, Ilustríssimo Sr. Paulo
Lopes Lourenço, sua esposa, familiares de João Alves das Neves, além de
outras personalidades luso-brasileiras e foi conduzido pelo presidente da
entidade Sr. Rui Mota e Costa.
O Prof. João Alves das Neves foi
durante muitos anos foi diretor cultural do Clube Português de São Paulo e faleceu
no inicio do ano corrente, em sua terra natal, na Vila de Arganil em Portugal.
Além de Jornalista, escritor e professor universitário Alves das Neves era um
colecionador de livros e deixou como um de seus legados um grande espólio
literário, que foi doado à Biblioteca João Alves das Neves pela sua esposa,
filhos e netos.
O Clube Português foi fundado no
dia 14 de Julho de 1920. O objetivo dos fundadores era criar uma entidade que
reunisse portugueses, seus descendentes e brasileiros promovendo os encontros
das famílias, as festas comemorativas das datas magnas de Portugal e do Brasil,
incentivando a ação cultural.
Em Julho de 1929, foi fundada a
Biblioteca Portuguesa de São Paulo
e continuou a incentivar a criação de Grupos Folclóricos. Que agora leva o nome
de João Alves das Neves.
O Cube Português permaneceu por
largos anos na Av. São João, em frente aos correios, tendo migrado para o
bairro das Perdizes, onde construiu a sua atual sede - Rua Turiassú, nº 59 -
inaugurada em 16 de Fevereiro de 1967. Desde esta data a sede do Clube
Português passou por diversas modificações sendo, a última, a modernização da
sua fachada.
Atento às inovações e às
transformações pelas quais passa a sociedade, foi progressivamente adequando-se
à nova realidade sem perder de vista os objetivos dos seus fundadores.
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