terça-feira, 28 de julho de 2009

Entrevista publicada em 25/07 na Radio Jovem Pan Online - Estudo raro é apresentado em livro

João Alves das Neves apresenta obra rara em "Fernando Pessoa, Salazar e o Estado Novo".

A editora Fabricando Idéias está lançando o livro "Fernando Pessoa, Salazar e o Estado Novo", de autoria do crítico português e professor universitário João Alves das Neves, que vive a bastante tempo aqui no Brasil. Para saber mais sobre o livro, José Luís Menegati conversa com o próprio autor João Alves das Neves.
Ouça a entrevista:

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Livros & Autores Livros & Autores: “O PLURAL E O SINGULAR” DE MONTEZUMA DE CARVALHO

O escritor Francisco Correia das Neves publicou o livro que o incansável cultor das Letras Portuguesas, Brasileiras e Hispânicas merecia, porque bem poucos fizeram por essas Literaturas o muito que por elas realizou Joaquim de Montezuma de Carvalho. E até nós, da Beira-Serra, dele recebemos lições que revelam, de um lado, o conhecimento profundo dos valores culturais portugueses, brasileiros e dos outros países de idioma comum, assim como da Espanha e da América Latina.

Intelectual de alta linhagem, honrou singularmente a obra de seu Pai, Joaquim de Carvalho, professor e escritor, ampliando-a até por outros caminhos, conforme testemunha a notabilíssima série de estudos que coordenou para os quatro volumes do Panorama das Literaturas das Américas (1958-1965), graças à colaboração de grandes escritores, incluindo vários “Prêmios Nobel”, o que bastaria para documentar o prestígio de que gozou no mundo literário do século XX.
Aliás, desde bem cedo soube conciliar a sua atividade no campo do Direito com as Letras, participando da divulgação da obra do Poeta Teixeira de Pascoais, através do Epistolário Ibérico: Cartas de Pascoais a Unamuno” (1957) e de outros trabalhos notáveis, como foi o que consagrou à vida e obra de António Sérgio (1979) e à Vida de Bento de Espinoza (2001), para referir apenas alguns dos principais, pois que Montezuma passou toda a vida a estudar e ensinar, nos seus livros e nas revistas e nos jornais onde colaborou.

De forma explícita, a atividade do escritor está bem documentada no livro O Plural do Singutar / em homenagem a Joaquim de Montezuma de Carvalho (2008), que aparece catalogado como “separata” do jornal “A Comarca de Arganil”, onde foram inicialmente divulgados os artigos ora reunidos em volume pelo escritor Francisco Correia das Neves, que nos dá valiosas informações sobre Montezuma (nascido em Coimbra no dia 21 de Novembro de 1928 e falecido una cidade de Lisboa em 6 de Maio de 2008). Conheceu Montezuma numerosos países latino-americanos e andou um pouco por toda a parte, mas foi em Angola e em Moçambique que viveu mais tempo, Foi um escritor múltiplo, dividiu-se por todos os lados, de Portugal ao Brasil, da Espanha à América Latina.

Salienta Francisco Correia das Neves que “Montezuma de Carvalho, plural geneticamente, foi-o também socialmente e no pensamento. Era profundamente entendido em qualquer ramo literário.A sua cultura era enormemente diversificada. Tudo analisava em profundidade e por todos os ângulos. Trabalhou imenso, escreveu sempre, contatou com variada gente e de muitas bandas, por várias andou, lia tudo , recolhia e anotava, congregou e reuniu pessoas, participou em júris e congressos, dedicou-se à família e ao trabalho profissional, a sua afeição não tinha direções, era de todos, foi tolerante e sensível às idéias diversas, menos às sujas e malignas”.

E era generoso e franco. Pesquisador incansável e correto, tinha a coragem de reconhecer o seu erro ao descobrir o documento que o induzira à falha involuntária - o que era raro, pois Joaquim de Montezuma de Carvalho não opinava de cor. Por tudo isso, tem inteira razão o biógrafo Francisco Correia das Neves quando invoca a grandeza do “nosso” Montezuma: “Foste Plural num só, no Singular, mas singular também por seres invulgar e notável”.

terça-feira, 21 de julho de 2009

LANÇAMENTO !!! Pessoa, Salazar e o Estado Novo



O novo volume poderá ser adquirido na Alpharrábio Editora e Livraria Ltdª:

Rua Eduardo Monteiro, 151–CEP 09041-300 – Santo André/SP

ou direto com o autor

Custo do livro: R$19,90

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Carta da Diáspora: A COMUNICAÇÃO SOCIAL NA PROVÍNCIA E NA EMIGRAÇÃO

A crise econômica mundial tem uma danosa repercussão nos meios da comunicação social, quer na chamada “grande Imprensa”, quer nos jornais, emissoras de rádio e televisão da Província e da Emigração.
No que se refere à Imprensa Regional e à de Emigração, sempre tão próximas, assinalaremos que os governos de ontem e de hoje nunca respeitaram nem uma nem a outra. Dizêmo-lo sem partidarismo político (porque não temos nenhum), mas com o realismo que nos assiste. Ninguém pode aceitar o magérrimo apoio ao porte pago e muito menos as fabulosas verbas atribuídas às emissões radiofônicas e televisas para as ex-colónias portuguesas. Não somos colonialistas. E vivemos no país que se tornou independente em 1822. Porém, teremos de ponderar que a informação prestada pela antiga Metrópole aos luso-brasileiros deve pesar muitíssimo menos que a proporcionada aos países emancipados após 1974... (Ou será isto mais uma parcela da “descolonização exemplar”, que obrigou mais de meio milhão de portugueses a “reemigrar” de Angola e de Moçambique e regressar à casa paterna?)

Repetimos o que disse o Poeta da Mensagem numa das suas autobiografias: “Não sou reaccionário”, mas isso não nos impedirá de escrever o que pensamos – ou a censura ditatorial continua sob novas formas? E é hora de proclamar que são numerosos os que fingem ser democratas quando, na verdade, passaram a ser, agora, neo-fascistas, porque acusam de reaccionarismo os que deles discordam!
Sim, os Provincianos e os Emigrados já estão cansados dos “neo-democratas” que no passado defenderam a censura, graças à qual comeram no prato onde hoje cospem...Nós respeitamos as tradições lusíadas provincianistas e da gente da Diáspora. Na voz de Camões, Portugal “deu novos mundos ao Mundo”, e Fernando Pessoa completou: “Minha Pátria é a Língua Portuguesa”.
Há políticos espertos, porém ignorantes – ainda não sabem que mais de um terço dos portugueses emigraram e os seus direitos eleitorais estão reduzidos a... 4 deputados! E que há políticos sem vergonha que tentaram suprimir o voto por correspondência dos emigrantes, adoptado pelos Estados Unidos França e outros países democráticos. Aliás, a informação que chega a esse terço de portugueses expatriados é insuficiente, assim como a da programação da RDP e da RTPI – e quantos serão aqueles que têm condições de acompanhar os noticiários?
Irmã gêmea da Imprensa Regional, a Imprensa dos Emigrantes serve os 3 ou 4 milhões da Diáspora, que não podem ler a “grande Imprensa” (que já foi maior) e que só em parte acompanha a RDP ou a RTPI? Ou haverá pesquisas secretas de opinião publica sobre radiouvintes ou telespectadores?
Gostaríamos de ter uma explicação do Provedor da RTP, que tão diligentemente costuma esclarecer as dúvidas dos telespectadores.